Quero sempre vida nova, pois sou movimento, palavra, atitude, amizade e trabalho, mas não sabia que o ano difícil de 2011 traria como presente de encerramento, tantas gratas surpresas. Quando digo que 2011 foi difícil, não falo de dinheiro nem de nada nessa atmosfera, falo de desamor, de tristezas, de saúde e de coisas que o vil metal não pode comprar.

Desilusões, raivas, decepções, angustias, esperas foram algumas palavras colecionadas no ano que passou… colecionei também palavras pesadas e que não tenho vergonha de dizê-las, até porquê foram ditas por quem pouco credito: fantasma, pesadelo, asco, boba e sei lá mais o que… o ruim é que sempre levamos em consideração o que ouvimos e isso, de certa forma, dói. Também colecionei ausências, desilusões, verdades doídas e tantas coisas do mundo real. Sou de verdade!

O mais legal e gratificante é que, após 20 anos do nascimento de meu filho Allan, depois de ter ouvido de minha médica que seria quase impossível ter outro filho por causa de uma coleção de miomas, ter engravidado. Confesso que não foi fácil, pois havia grandes expectativas diante das dificuldades e cada mês que o bebê não vinha, nos decepcionávamos. Tínhamos uma fissura por esperá-lo, mas a natureza não colaborava e seguiamos nos enchendo de esperança e tristeza mês a mês. Em outubro, quando desviamos a nossa atenção para a compra de um outro apartamento é que a dona cegonha decidiu nos visitar e foi muito curioso, pois nem eu nem ele nos lembramos de conferir o dia fértil.

Novembro sempre é um mês animado por nosso aniversário, eu em 27 e ele em 30. Nesse ano em especial, até pela compra do apartamento e os seus gastos futuros, decidimos reunir nossos vários círculos de amigos e o fim de semana foi de festa. Celebramos, bebemos, nos divertimos, abraçamos nossos queridos e rimos muito. Encontramos os amigos numa churrascaria no sábado e no domingo, reunimos os familiares na casa da Mamãe. Foi prazeroso, feliz e gratificante, pois reafirmamos a força do carinho através das presenças de nossos queridos.

No domingo, algo curioso aconteceu quando alguém de minha família me perguntou sobre filhos e eu disse com muita tristeza que achava que Papai do Céu não me daria essa chance nessa encarnação; eu sentia isso! Detalhe: eu já estava grávida, meu Deus!

Passada as festas, com a casa entupida de presente e com o coração transbordando de tanta alegria após um ano difícil, já sentada em minha sala no trabalho, olho para meu calendário e me dou conta que estava com o ciclo menstrual atrasado. Fiquei eufórica, mas não sabia se ligava para Meu Bem ou se ia numa farmácia e fazei o teste antes (tinha medo de enchê-lo de expectativas frustantes). Decidi que o mais honesto era ligar pra ele, contar e pedir que comprasse o teste para fazermos juntos. E assim aconteceu!

Alegria! Estamos grávidos!

Confesso não estar fácil (afinal são 8 miomas dividindo o espaço especialmente reservado ao meu filho). Estou três vezes mais grávida e ainda em repouso absoluto; mesmo assim consigo curtir cada dia e até o apartamento novo e sua reforma perderam a prioridade.

Porque divido isso com você? Ah, sei lá. Talvez vontade de dividir a minha vida com quem quer me “escutar”. Obrigada!

 

 

Tanto tempo ausente

junho 30, 2011

Nossa, faz tanto tempo que não posto nada que me sinto meio sem direito desse espaço. Fiz tanta coisa desde última postagem. Abracei amigos queridos, morri de saudade e renasci também. Chorei pela ausência dos sumidos e gargalhei com os que moram bem pertinho. Cozinhei para alguns e também tomei expresso no shopping. Trabalhei, diverti e me acabei.
Tantos, em tantos cantos. Tenho poucos, mas inteiros e verdadeiros amigos .

Senti vontade de dizer isso e, mesmo que não seja um poema, amor de amigo rima pra mim.

Invadindo meu aniversário

dezembro 2, 2010

Com as memórias das imagens do televisor de minha casa nos dias de meu aniversário e os que sucederam, venho dividir minha angustia:
Não quero falar do acontecido, mas sim do que ainda pode acontecer. Uma coisa me intriga (usando meu olhar observador de fotógrafa social): ninguém ainda se perguntou o porquê daqueles traficantes darem as ordens para incendiarem todos os carros, iniciando toda essa história. O que eles queriam com aquela atitude? Será que eles não pensaram que aquilo seria um tiro no próprio pé? Eu ainda me pergunto se não é muita coincidência, logo após o lançamento do segundo filme Tropa de Elite e das eleições, tudo isso acontecer.
Sabemos que o tráfico movimenta a economia do Rio de Janeiro há anos, também que a polícia nunca quis travar batalhas diretas com os morros.
Quantos dos grandes traficantes foram mortos nessa batalha travada?
Quem está mostrando o fim de toda a droga e armamento apreendido?
O que vemos são discursos, além da invasão do morro. Levanto essa lebre…

por Felipe Dana

Meu mês

novembro 27, 2010

Novembro é mês de apagar mais uma vela

e de todas que soprei,

posso lembrar dos beijos que ganhei

das mãos que apertei

dos amigos que fiz

das desilusões que chorei.

Caprichos e vontades

Nãos!

Sonhos…

Trocas e doações

Hoje, me conheço mais

me gosto também

Quantas até hoje foram as velas que apaguei?

by Ary Chedid

Lavoura de mim

novembro 20, 2010


Foto feita por Ary Chedid

por Ary Chedid

Ih! Chegou a chuva e é sempre assim

dá uma vontade de chorar

Não que chuva me faça triste; não é isso!

O problema é a que cai aqui dentro

quando o tempo fecha  e o olho vaza

Choro grande; inundo tudo

Raios e trovoadas

Rezo o terço de Santa Clara

pedindo o sol que seca

mas ouço as vozes dos anjos

dizendo que chuva traz boa colheita

então, engulo o choro e seco a casa molhada

Toco a vida esperando as flores de meu plantio,

trazendo os frutos que cultivei.

quisera eu possuir o dom de prever secas e inundações

evitando tantas devastações.


O que você precisa

novembro 18, 2010

Sou olhar e crítica!

Brinco de clicar, clico para eternizar. Amo a possibilidade de poetizar.

Amor latente, calor humano e alegria extensa. Porções de magia que compõem o cenário que preciso.
“Eu preciso de você e de seu sonho para realizar o meu trabalho.
Nem eu, nem você é tão bom quantos nós, juntos!”

Amo cores, palavras, olhares. Amo possibilidades!

novembro 14, 2010

“Quando saio de casa, corro tanto que não vejo nada de verdade. Temo ter pouco tempo, então, eu viro o tempo.”

Meu menino!

julho 29, 2009

 

É tão bom olhar meu filho
com seus olhos de ternura.
Há pureza, magia.
É tão bom sentir
Mesmo sabendo que às vezes
nos passam a perna
Eles são puros
como o mel em suas favas.
Eu adoro ver flores em meu filho
Mesmo quando ele chora
Ou faz coisas erradas.
Ainda quando crescer
Será o meu menino
Que gosta de brincar.

Eu adoro ser
sua criadora!

 

(Escrevi esse poema em 19/01/2004)

A LINHA DO MEU TEMPO

maio 26, 2009

Foto by Leo Horta

by Leo Horta

 

Se fosse tênue a minha linha

viveria dias de paz, noites sem lágrimas,

amores leves; doces humores.

Contudo, abraçaria menos, falaria menos,

agiria conforme a ciência, estudando mais.

De toda forma, adoro o emaranhado que chamo vida.

É assim que sou!

É nele que me enrosco, me encontro; que escrevo

que morro e renasço melhor, todos os dias

Nessa linha embolada, me agarro

Sorrio, vivo e me afogo

Amo forte; choro a sorte.

Adoro o meu humor ácido

a franqueza cortante e a vida louca, sem norte.

Ganho e perco o tempo todo

mas reconheço a minha sorte

percebendo que se a linha fosse outra

eu não seria quem sou…

Inteira, intensa e verdadeira!

by Fabíola Medeiros

by Fabíola Medeiros

A caminho do mar…

outubro 9, 2008

E voa!

Voa até tocar o chão
alcance o mar

O vai-e-vem das palavras
fazem as marés mais bravas

E eu gosto assim
e sonho com asas

Meus pés calçados
conversam com a areia

e mesmo os tendo
me sinto sereia

Converso cantando
o som da magia

Poesia!
Tudo é pura alegria

Então, caminho até o mar
e vôo pelo ar

perdida em meus pensamentos
… puro sentimento!

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