Um pouco de sonho…

Agosto 22, 2008

 

COISAS DO CÉU  

 

Uma lua

De oceanos azuis…

É como sonhar

A noite toda

Com o mel

 

Doçura!

 

Um sol

Rude, de calor fulgurante…

É como dançar

Mambo… rumba

Ao som caliente.

 

Magia!

 

Maravilhas do céu…

Estrelas!!!

Paralelo

Quero um mundo diferente
de olhares voltados ao belo
com pessoas conscientes
felizes, em meu Brasil verde e amarelo.
Sentir que na vida há ternura
deixando secar a violência
num comportamento de bravura
vendo pessoas agindo com decência.
 
Quero um mundo melhor
para ter coragem de sair da casca
mostrando todo o meu suor
doando meu trabalho; de graça.
Por que até aqui
de tudo o que vivi
só vi miséria, angustia e violência
e a pobreza pedindo clemência.
O poder que pode tudo
o pobre que não pode nem sonhar
e eu, dentro do meu casulo
escrevo pra não acordar.
Quem dera pudesse ser sincero
gritando, desabafando
a injustiça que não quero
mas não posso…
 
E então me tranco na arte
e já faço a minha parte
me tranco em meu castelo,
em meu universo paralelo.
  

 

 

Pra quê?

Agosto 6, 2008

 

É necessário protocolar?

Tão difícil encerrar ciclos…


Errar e acertar.

E mais um dia se acaba sem nenhuma conclusão…

Quem sou eu para ditar a razão?

 

Só quero isso!

Ter a chance de tentar e experimentar, ao menos.

 

Sentir a liberdade batendo à porta,

Atirando-me de corpo e alma.

Vivendo, pulsando e aprendendo.


Ir e vir!

Fazer o que quiser e botar pra fora o centauro que mora aqui.

 

Sou apenas um aprendiz!

 

PASSO 

 

O tempo é senão

O passar constante

Das coisas, das situações

 

O tempo

Muda os sonhos

Os passos, os rumos

 

O tempo cura feridas

Abre outras…

Faz alguns sentimentos esfriarem

Outros aquecerem.

Faz pessoas se amarem

E até se odiarem.

 

O passo aumenta

Diminui

Acelera

Descompassa…

 

O tempo é senão

O caminho que percorremos

para o próximo passo!

 

 

 

 

 “O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão…
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma”.

Fernando Pessoa, 5-9-1933